Ela cortava a gola das camisas de tom pastel
Ele dizia que ela o levava ao céu
Ela tomava goles de chá de ovo quente
Ele era o que ela chamava: inteligente
Ela tinha cabelo oleoso e manchas imprevisíveis
Ele tinha olhos de pipoca doce e versos sensíveis
Ela escondia cartas e não se alimentava bem
Ele desprezava o jogo e contava até cem
Ela era nervosa e tinha fúria no olhar
Ele era o dono do mundo porque sabia amar
Ela era imprevisível, mórbida e tinha uma voz insuportável
Ele era a perfeição do divino, arcanjo de voz suave, adorável
Eu sou irredutível, irreal, mera devota que escreve versos ao luar
Ele é perfeito porque me tem aos risos e me acolhe ao chorar
Thursday, June 19, 2008
Sunday, June 1, 2008
A NOSTALGIA, A ANSIEDADE E O AÇÚCAR MATINAL.
Acordo, deixo minha cama quente (ou aquele colchão gostoso colocado na sala em frente à TV), deixo meu café, meu pedaço de chocotone, a minha alegria que tem nome e a minha identidade, somente um codinome.
Me despeço do surrealismo que me acompanhou o sono, visto a roupa mal passada, a carapuça amarrotada e a velha sordidez há muito ocultada.
A primeira hora é ruim, a última é a pior, volto pra casa descontente, me irrito facilmente, escovo meu dente e finjo ser inteligente.
Preciso das vozes infantis, daqueles gestos gentis, das minhas candies sutis.
Me despeço do surrealismo que me acompanhou o sono, visto a roupa mal passada, a carapuça amarrotada e a velha sordidez há muito ocultada.
A primeira hora é ruim, a última é a pior, volto pra casa descontente, me irrito facilmente, escovo meu dente e finjo ser inteligente.
Preciso das vozes infantis, daqueles gestos gentis, das minhas candies sutis.
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