Um valete e uma dama discutiam abaixo o olhar dos jogadores.
Parecia fácil matar a jogada; esconder-se entre setes, oitos e noves
Meter-se entre as pernas e os raios de sorte.
Assistindo, o vício comia a carne mal passada
Enquanto a ironia, sentada à mesa, brindava à morte
E a ingenuidade sorria ao ganhar a jogada, em tom forte.
A angústia espremia-se e olhava assustada
Enquanto o rei soltava a coroa ao valete de espadas
Uma trinca de quatro, vermelha, sobre a mesa espalhada.
Uma carta na manga caiu na direção da esperteza
E o medo sentiu que ia perder ao ver a criatura,
a sensibilidade, suspirar altamente e cair dura.
Seis tiros brindaram os jogadores da madrugada
E nenhum sussurro saiu da mesa das sensações
Morreram sentimentos sob a lâmpada apagada
Não mais trapaças e cigarros, não mais campeões.
Thursday, March 27, 2008
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1 comment:
Neste jogo envolvente e de sorte tão indeterminável os jogadores aguardam sempre a última carta deitar-se na mesa, para finalmente mostrar ao mundo suas cartas vitais. Sinto que entre valetes, damas e reis, áses na manga e coringas escondidos, somos todos movidos pelo destino já demarcado...
Sinto que minhas cartas estão postas ao lado das tuas, e que assim, formamos juntos a combinação perfeita para o nosso jogo de eternidade!!
Amo-te, coração!!
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