Wednesday, July 2, 2008

Infantilidades e desejos heterogêneos...


Na minha infância eu sempre quis ser artista.

Na minha mente as minhas bonecas cantavam, pintavam, escreviam e dançavam. Todas elas tinham a arte no corpo e na alma.

Nunca fui como as bonecas que imaginei, minha voz me engavana, minhas mãos eram frágeis para conseguirem manter-se firmes nos contornos, a minha criatividade inventava estórias incoerentes e as minhas pernas transformavam as belas danças em movimentos desastrosos.

Na minha infância eu era o artista que não tinha o dom, que não tinha melodias de músicas, que não tinha telas para pintar, que não tinha idéias para poetizar e que não tinha compasso para a arte de dançar.

1 comment:

Vozes do Colégio Cônsul said...

Dentre belas palavras escondeste a mais límpida verdade. Tu és e sempre serás a mais bela das artistas. A bailarina que suavemente flutua nas ondas invisíveis, a poeta que eterniza momentos com o dom das palavras, a cantora que torna simples versos em melodias infinitas e delicadas, aquela que pinta nos quadros metafóricos as felicidades vividas, eternizando-as.

Amo-te, Li!