
Na minha infância eu sempre quis ser artista.
Na minha mente as minhas bonecas cantavam, pintavam, escreviam e dançavam. Todas elas tinham a arte no corpo e na alma.
Nunca fui como as bonecas que imaginei, minha voz me engavana, minhas mãos eram frágeis para conseguirem manter-se firmes nos contornos, a minha criatividade inventava estórias incoerentes e as minhas pernas transformavam as belas danças em movimentos desastrosos.
Na minha infância eu era o artista que não tinha o dom, que não tinha melodias de músicas, que não tinha telas para pintar, que não tinha idéias para poetizar e que não tinha compasso para a arte de dançar.
1 comment:
Dentre belas palavras escondeste a mais límpida verdade. Tu és e sempre serás a mais bela das artistas. A bailarina que suavemente flutua nas ondas invisíveis, a poeta que eterniza momentos com o dom das palavras, a cantora que torna simples versos em melodias infinitas e delicadas, aquela que pinta nos quadros metafóricos as felicidades vividas, eternizando-as.
Amo-te, Li!
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