Thursday, June 19, 2008

DIÁRIO INSANO

Ela cortava a gola das camisas de tom pastel
Ele dizia que ela o levava ao céu

Ela tomava goles de chá de ovo quente
Ele era o que ela chamava: inteligente

Ela tinha cabelo oleoso e manchas imprevisíveis
Ele tinha olhos de pipoca doce e versos sensíveis

Ela escondia cartas e não se alimentava bem
Ele desprezava o jogo e contava até cem

Ela era nervosa e tinha fúria no olhar
Ele era o dono do mundo porque sabia amar

Ela era imprevisível, mórbida e tinha uma voz insuportável
Ele era a perfeição do divino, arcanjo de voz suave, adorável


Eu sou irredutível, irreal, mera devota que escreve versos ao luar
Ele é perfeito porque me tem aos risos e me acolhe ao chorar

1 comment:

Vozes do Colégio Cônsul said...

Vejo que dentre tantas palavras sempre ditas, tantos versos declamados, tantas linhas dedicadas e tantos sentimentos expressados, ela consegue tornar-me silêncio diante de tão belos versos.
Ela tem o dom de me deixar sem palavras.
Ele persegue palavras para descreve-la.
Ele é criador de versos sinceros, palavras poetizadas.
Ela é o próprio verso, a própria palavra, a própria beleza, seu significado e significante, eterna e sempre eterna..
Amo-te!