Thursday, January 3, 2008
A VIÚVA NEGRA E O ALFABETO
A viúva negra abocanhou o que fora meu doce favorito. A viúva negra sorria enquanto eu chorava lágrimas de nuvens escuras, pingos grossos e azedos, tal qual o gosto de vinagre que senti na salada de um dia da semana passada. A viúva negra não é uma sombra, nem um fantasma, nem uma bruxa provinda da imaginação fértil. Ela é uma idosa encarnada no corpo de uma jovem de cabelos longos, loiros e ondulados. O nome dela começa com a letra M. A letra M vem depois do L. Meu nome começa com a letra L. Perturbadoramente estranho pensar em "ordem", mais ainda se elas vêm de algo adotado como lei para desenvolvimento de uma cultura, uma base de comunicação, evolução da espécie. O M fica com o resto deixado pelo L, que fica com os restos deixados pelas 11 letras que, pela ordem alfabética, vêm antes dele. Por isso eu ainda prefiro a letra D (que vem bem antes do L) e, nesse caso, não faz a mínima diferença o que a letra C lhe deixa, afinal, o C é a letra que te dá o excremento, a parte que o corpo humano não aceita mais. Não é regra geral, e nem uma parte significante. Eu apenas preciso dizer que a letra D tem uma importância maior, embora o nome artístico de um carinha fera em dar insônia aos leitores tenha dois jotas batutas, meu caro James.
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3 comments:
A letra D compõe o verdadeiro nome da menina dos contos infantis, iniciado pela mesma letra L, terminado pelo mesmo A que inicia este comentário. Outras palavras que deveriam ter a letra L incluída são conhecidas como Poesia, Amor e Eternidade. Afirmo que o meu próprio nome tem a letra L, sendo que vocês mesmos poderão ver o L no nome Diego (Olhe para o interior de minha alma e vejam o L lapidado no imo).
Só os olhos da menina dos contos infantis conseguem enxergar tão fundo na minha própria alma. Os mesmos olhos que misturam-se as estrelas no meu universo de poesia e eternidade.
Amo-te
Lidia
Retornando das férias e retribuindo as visitas ao meu blog.
Ah,postei uma carta que escrevi à Clarice Lispector, dê uma olhada lá no blog.
Beijo
A letra K nem era digna de nosso alfabeto. Ultraje!
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