Thursday, January 31, 2008

Eu me afogo na lama e cuspo vespas cintilantes quando meus olhos a contemplam. Aquela obscenidade prateada é uma loucura estonteante. Ousadia aparecer nas trevas e sobrepor seu brilho. Tão ousada que me engole inteira com seu véu de núpcias. Lua, horror, liberdade, medo, loucura, satisfação. Tão nua e envergonhada que por vezes passa a se esconder por detrás do negro céu. Se esconde como um artista de talento e simplicidade se esconde da fama. É um canto de coro que me chama. São vozes oblíquas exturgantes, passivas.



Vácuo imundo.




Feitiços em forma de versos.

Luzes que não apagam.

Estrelas e sonhos dispersos.

Pobres sentinelas que vagam.

2 comments:

Vozes do Colégio Cônsul said...

Felizes são aqueles que conseguem ver além das formas básicas da lua. A poética e o romantismo presentes neste satélite é real para aqueles que a admiram. Nas noites abrumadas nos deparamos com ela singrando pelo manto celeste. Juntando-se ao tempo ela torna-se eterna, assim como as almas que se findam uma na outra. Poder admirar a lua e nela enxergar a pessoa que completa o teu vazio interior é um dos passos para se alcançar a eternidade...
Minha, tua, nossa eternidade..

Torno a afirmar que tuas palavras me deixam sem conceitos mundanos para defini-las..
Amo-te

Unknown said...

Lidia, tou aqui pra te dizer que: VC ESCREVE MUUUUITO BEM.
Se prepare pra conhecer as ilhas de Petrolina.
Abraço!